Segurança e Respeito: Sintrarc denuncia desafios do transporte escolar na Jovem Pan News
O Sintrarc Rio Claro esteve presente nos estúdios da Jovem Pan News para tratar de temas vitais para a categoria e para as famílias rio-clarenses: o desrespeito às vagas reservadas e os riscos do transporte clandestino. A entrevista contou com a participação do presidente do sindicato, Gilvon Barbosa, e do transportador escolar Adaílton Ribeiro Santos.
O Desrespeito às Vagas e o Risco aos Alunos
Gilvon Barbosa abriu o debate destacando que o desrespeito às vagas de escolar é um problema recorrente e que tem se agravado com o aumento da frota de veículos em Rio Claro. Segundo o presidente, a invasão dessas vagas por carros particulares fere o Código de Trânsito Brasileiro e coloca as crianças em perigo.
“Quando a vaga não está disponível, a van é obrigada a parar em fila dupla ou do outro lado da rua. Isso força o aluno a atravessar vias movimentadas, criando um risco de atropelamento totalmente evitável”, alertou Gilvon.
O Relato de quem vive o dia a dia
Complementando a visão institucional, Adaílton Ribeiro trouxe a realidade das portas das escolas. Ele enfatizou que o problema vai além da falta de espaço: trata-se de uma questão de postura e educação.
“Trabalhamos como um relógio suíço; um atraso em uma escola compromete todo o roteiro. É frustrante chegar para trabalhar e encontrar a vaga ocupada por quem não deveria estar ali. Muitas vezes, ao solicitarmos o espaço por gentileza, somos recebidos com deboche e hostilidade”, relatou Adaílton.
A Lição que fica para as Crianças
Ambos ressaltaram a contradição de pais que buscam a melhor educação para seus filhos, mas ignoram as regras de convivência no trânsito. Para o Sintrarc, o exemplo de cidadania deve começar justamente na porta da escola, respeitando o trabalho dos transportadores e a segurança de todos os estudantes.
Fiscalização e Transporte Regularizado
O Sintrarc tem cobrado incansavelmente uma fiscalização mais efetiva da Guarda Municipal, dos Agentes de Trânsito e da Polícia Militar. Gilvon destacou que a presença das autoridades inibe as infrações, mas essa ação precisa ser constante, e não apenas paliativa.
Encerrando a participação, Adaílton deixou um alerta sobre a escolha do transporte:
“O filho é o maior tesouro de uma família. O transporte legalizado passa por vistorias rigorosas de mais de 26 itens de segurança. Não vale a pena arriscar a vida desse ‘diamante’ contratando serviços clandestinos apenas por uma pequena diferença de preço”.
Assista à entrevista completa no link abaixo:

