Corrida interrompida

Rio Claro, sexta-feira, 13 de Março de 2020, houve a primeira prisão de motorista de aplicativo na cidade. Após depoimento contraditório o agressor confessou a violência física, além de esfaquear e abandonar na zona Rural o corpo de uma jovem trabalhadora de apenas 19 anos.

Há muito tempo que o SINTRARC vem expondo os riscos e dados de fatos recorrentes em todo o Brasil, sem uma legislação ativa sobre o assunto serão todos reféns do acaso. Já diz o velho ditado: “a oportunidade faz o ladrão”, ou seja, com as facilidades de inscrição aliadsa as leis brandas que não conferem a veracidade da documentação, somando-se à isso a falta de fiscalização, eis aí o cenário perfeito para que oportunistas possam agir livremente.

mãe contou que a filha não ficava sem enviar mensagens e sempre avisava quando chegava e quando saía do serviço.

No ritmo frenético em que levamos a vida, nesse corre-corre em velocidade máxima de um cotidiano escamoteável sem piloto automático, por vezes sentimos que os dias estão nos atropelando, que as horas passam “à milhão” e não percebemos como são deixados de lado os verdadeiros valores que realmente importam.

Infelizmente nesse último final de semana (07/03), Rio Claro foi o local de uma tragédia anunciada, como já aconteceu em tantos outros municípios. Não importam os motivos do assassinato, não importa se foi motorista de aplicativo, não importa se a falta de fiscalização foi negligência ou ignorância, a corrida não volta atrás. Ela não volta mais.

Explica pra família que nossa cidade foi pioneira em criar uma lei que regulamentasse essa modalidade de transporte e que um juiz “bloqueou”, explica que enquanto taxistas têm exames periódicos como psiquiátricos ou o que apontaria o uso de entorpecentes, o motorista do Uber por sua vez não precisa nem ter residência fixa. E para queles que defendem que é mais barato correr esse risco, pergunte para ela quanto custa a vida de um filho.

Já está mais do que na hora da sociedade rioclarense agir e exigir regulamentação urgente destes serviços, afinal, os termos estão prontos, não é possível que a deliberação de um seja mais importante do que a defesa de todos os demais.

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