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Atualizações sobre a possível greve dos caminhoneiros

Nesta última segunda-feira 25/01, a CONFTAC – Confederação Nacional dos Caminhoneiros e Transportadores Autônomos de Bens e Cargas – esteve em reunião com as federações: Federação dos Caminhoneiros do Rio Grande do Sul (FECAM/RS), Federação de São Paulo (FECAM/SP), Federação de Minas Gerais (FETAC/MG) e FECAVRE/SP, juntamente com os seus sindicatos filiados, todos registrados na ABCAM – Associação Brasileira dos Caminhoneiros – para discutirem sobre a paralisação dos caminhoneiros divulgada pelo autodenominado CNTC – Conselho Nacional dos Transportadores de Carga – para os dias 01 e 02 de fevereiro.

Em nota a CONFTAC destaca que o CNTC – Conselho Nacional dos Transportadores de Carga – não representa a classe, nem por fato e nem por direto.

Também em nota a confederação aponta para a insatisfação dos caminhoneiros, pois os mesmos continuam a sofrer com o descaso dos políticos, governadores e empresários. A alta no preço do diesel o descumprimento do piso mínimo de fretes e das normas que regem o transporte de cargas, a falta de fiscalização dentre outras insatisfações, porém uma greve nesse momento pode trazer danos irreparáveis para a toda a sociedade.

Ressaltamos aqui que o sr. Gilvon Barbosa presidente do SINTRARC, que também compõe a mesa diretora da FECAM/SP como 1º secretário, já havia se posicionado anteriormente em matéria do Jornal Cidade conforme link: https://bit.ly/2LyHz7z com o mesmo posicionamento da CONFTAC e também da FECAM/SP.

Segue abaixo na íntegra a nota da CONFTAC:

NOTA OFICIAL SOBRE POSSÍVEL PARALISAÇÃO NOS DIAS 01 E 02/02/2021.

A CONFEDERAÇÃO NACIONAL DOS CAMINHONEIROS E TRANSPORTADORES AUTÔNOMOS DE BENS E CARGAS – Conftac, pessoa jurídica de direito privado constituída sob a forma de organização sindical, inscrita no CNPJ sob o nº 20.774.346/0001-54 e com sede na SAUS, Quadra 1, Bloco J, Ed. Clésio Andrade, Bloco-B, 7º andar, Sala 709, Asa Sul, Brasília/DF, CEP 70.070-944, representada por seu presidente JOSÉ DA FONSECA LOPES, vêm a público informar que após reunião ocorrida no dia 25 de janeiro de 2021, às 10 horas, de forma virtual em obediência as normas de segurança da saúde da OMS, reuniram-se as Federações que compõem esta Confederação, sendo elas: Federação dos Caminhoneiros do Rio Grande do Sul (FECAM/RS), Federação de São Paulo (FECAM/SP), Federação de Minas Gerais (FETAC/MG) e FECAVRE/SP, juntamente com os seus Sindicatos filiados, legalmente constituídos e devidamente registrados e com a diretoria da Abcam Associação Brasileira dos Caminhoneiros, para discutir sobre a possível participação da Categoria nesse movimento de paralização.

Diante dos rumores divulgados pelas redes sociais indicando um possível movimento de paralização dos Caminhoneiros Autônomos nos próximos dias 01 e 02 de fevereiro convocada pelo autodenominado CNTCConselho Nacional do Transporte de Cargas, vimos esclarecer que:

– Não reconhecemos esse Conselho como representante dos caminhoneiros autônomos, pois não existe de fato nem de direito;
– Muito embora, os caminhoneiros autônomos continuem sofrendo o descaso de governadores, políticos e empresários;
– Apesar de a Categoria sofrer com os altos preços do combustível, decorrentes de uma carga tributária abusiva e descabida, dos baixos preços dos fretes ofertados e descumprimento do Piso Mínimo de Fretes e das normas que regem o Transporte de Cargas, fruto da especulação reversa de empresários gananciosos;
Da não fiscalização efetiva e constante bem como da falta de atenção do Governo nas políticas estruturais do setor, incentivando a prática predatória do transporte autônomo de Cargas;
Da situação econômica pela qual o país atravessa, além da ainda grave situação de calamidade na área da Saúde;
Por maioria expõe que o momento não é oportuno para a realização de um movimento de paralização, visto os danos irreparáveis que podem ser gerados para a sociedade brasileira.

A maioria é contrária à especulação política escancarada de alguns, ávidos por obter benefícios escusos sobre a já dolorida experiência da pandemia do Covid19, vivida por milhares de famílias enlutadas; que não podem sofrer mais um baque, como o de um desabastecimento no país.

Portanto, apesar de todo o respeito que dedicamos àqueles cujo o pensamento difere desse, acreditamos que esse não é o momento apropriado para um movimento de paralização, em respeito a uma sociedade que não pode nesse momento arcar com o desabastecimento e outras consequências;

Acreditamos sempre no diálogo e como sempre o fizemos, continuaremos a buscar soluções junto aos Governos Federal, Estadual e municipais de maneira a minimizar as dificuldades sofridas pela Categoria, além de exigir destes, efetiva e permanente fiscalização a obediências a leis vigentes que protegem a Categoria.

Frisando que respeitamos a pauta de reivindicações, mas não apoiamos nem pactuamos com nenhum movimento de greve ou paralisação neste momento.

CORDIALMENTE

JOSÉ DA FONSECA LOPES
Presidente da CONFTAC

Segue abaixo nota de FECAM/SP:

Porto Ferreira, 26 de janeiro de 2021

Prezados Senhores,

Após reunião em vídeo conferência promovida pela CONFTAC, com nossa participação e demais federações associadas e seus sindicatos, a respeito da anunciada Greve dos Caminhoneiros, planejada para 1º de fevereiro, temos as seguintes convicções a declarar:

1. Somos contrários à greve nesse momento e contexto de incertezas, inseguranças e sofrimentos que vivemos.
2. Apesar de sermos contrários à greve nesse momento, reconhecemos que nossa categoria, os caminhoneiros autônomos, continuam sofrendo o descaso e a infidelidade de governadores, políticos no atacado e empresários no varejo, notadamente das empresas transportadoras e concessionárias de rodovias.
3. Apesar de sermos contrários à greve nesse momento, sofremos com os altos preços do combustível – decorrentes de uma carga tributária absurdamente opressora – e dos baixos preços dos fretes ofertados – fruto da especulação reversa de empresários gananciosos.
4. Apesar de sermos contrários à greve nesse momento, governadores, amparados pela pior, inescrupulosa e mais nefasta safra de congressistas e togados já existente (não generalizamos, pois ainda se encontra alguns trigos em meio ao joio), não aceitam reduzir o valor do ICMS do mais básico insumo de nossa classe, que é o óleo diesel.
5. Apesar de sermos contrários à greve nesse momento, continuamos sem a devida  fiscalização quanto ao pagamento do Vale-Pedágio Obrigatório; embora tenhamos sugerido que, devido à alegada falta de estrutura da ANTT para fiscalizar seus próprios decretos, tal fiscalização se faça em parcerias com a Polícia Rodoviária, Praças de Pedágio e outras entidades.
6. Apesar de sermos contrários à greve nesse momento, somos igualmente contrários à especulação escancarada de políticos e empresários, ávidos por faturar sobre a dolorida experiência da pandemia do Covid19, vivida por milhares de famílias enlutadas; que não podem sofrer mais um baque, como o de um desabastecimento no país.
7. Apesar de sermos contrários à greve nesse momento, continuamos e continuaremos solidários aos nossos irmãos caminhoneiros, pois conhecemos suas necessidades em nossa própria pele, e nos colocamos à disposição para defender seus direitos, em qualquer instância que for.
8. Apesar de sermos contrários à greve nesse momento, estamos vigilantes e atentos.

Aguardando uma posição oficial, equilibrada e sábia, de nossa entidade maior, a CONFTAC, apresentamos nossos sinceros votos de apreço.

CLAUDINEI NATAL PELEGRINI
Presidente

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